Mercado de Trabalho
O mercado de trabalho para o fisioterapeuta oferece um amplo campo de atuação, cabe ao profissional escolher sua área e dedicar-se para conseguir melhor reconhecimento, quanto o maior o seu interesse, maior será sua garantia de sucesso no mercado trabalho. Há necessidade de uma alta qualificação, pois é através de cursos de especialização, participação em seminários, congressos e experiência profissional que o fisioterapeuta pode alcançar maior destaque no mercado de trabalho (SANAR, 2017), o que irá influenciar diretamente na sua rentabilidade.
- Quanto ganha um fisioterapeuta?
De acordo com a Lei 8.856, de 1º de março de 1994, a jornada de trabalho dos do fisioterapeutas é de, no máximo, 30 horas semanais. A FENAFITO, tem como referência de piso salarial para a categoria profissional dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, o valor do piso salarial mínimo de R$ 2.800,00 (Dois mil e oitocentos reais), com vigência de 01/05/2018 à 30/04/2019 (FENAFITO, 2018). No entanto, o piso salarial dos fisioterapeutas é definido pelos sindicatos da categoria em cada estado brasileiro.
Num ganho intermediário o profissional pode alcançar o salário de R$ 4 mil a R$ 5 mil por mês. Enquanto no auge da carreira (que, geralmente, é alcançado após cinco ou seis anos de exercício da profissão) e dependendo do local onde o fisioterapeuta trabalha, o salário mensal chega a R$ 10 mil, podendo variar para mais ou para menos (SANAR, 2017).
Média Salarial do Fisioterapeuta
segundo a editora SANAR (2017), a média salarial nacional do fisioterapeuta, em geral, não alcança o piso definido pelos sindicatos. Confira a média salarial para alguns cargos de fisioterapia:
Estagiário de Fisioterapia: R$ 802
Fisioterapeuta: R$ 2.050
Fisioterapeuta Dermato Funcional: R$ 1.934
Fisioterapeuta do Trabalho: R$ 2.431
Fisioterapeuta Esportivo: R$ 1.773
Fisioterapeuta Home Care: R$ 1.753
Fisioterapeuta Neurofuncional: R$ 1.690
Fisioterapeuta Respiratório: R$ 2.145
Fisioterapeuta RPG: R$ 1.804
Fisioterapeuta Hospitalar: R$ 2.198
Para aqueles que pretendem trabalhar como autônomos, existe uma tabela de referência divulgada pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), estabelecendo os valores mínimos a serem praticados para diversos serviços de fisioterapia.
Para mais informações acesse:
Com o aumento das faculdades no Brasil, a fisioterapia está entre as profissões de saúde que mais cresceram nos últimos anos. Este fato também está relacionado a maior valorização esportiva e o aumento da expectativa de vida, o que consequentemente, exige uma maior atuação desses profissionais para manutenção e conservação da capacidade física dos pacientes, principalmente idosos e atletas.
- Número de profissionais:
De acordo com os dados registrados pelo COFFITO, no ano de 1995 tinham sido registrados 16.068 fisioterapeutas no Brasil. No ano de 2005 já havia um quantitativo de 79.382 profissionais (MATSUMURA; CASTRO; KIETZER., 2017). Dessa forma, é perceptível o crescente aumento da fisioterapia no Brasil, atualmente, de acordo com os dados estatísticos da COFFITO, o número total de fisioterapeutas registrados no período de 31 de julho de 2017 eram: 243.644.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) define que é recomendável a existência de 1 fisioterapeuta para cada mil habitantes. No entanto, as regiões apresentam uma divisão distinta quanto ao número de profissionais para cada mil habitantes, no ano de 2005 dos profissionais registrados, o maior percentual a cada um mil habitantes estavam localizados na região Sudeste e o menor percentual estava na região Norte (HADDAD et. al, 2006). De acordo com os resultados obtidos por DRIUSSO et al. (2012), o panorama se manteve constante.
- Distribuição dos profissionais Fisioterapeutas por Região:
Tendo em vista a concentração dos profissionais de Fisioterapia no Brasil, observamos dois focos de densidade muito alta, na região Sudeste, uma no estado de São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Por outro lado, podemos observar uma grande área com ausência de profissionais principalmente na região Norte, mais precisamente nos estados do Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Pará (MATSUMURA; CASTRO; KIETZER., 2017), como pode ser observado no mapa abaixo.

- Como me inserir no mercado de trabalho?
Ao se formar no curso de Fisioterapia, você precisa cumprir duas exigências para ingressar no mercado de trabalho: ter o diploma de conclusão e estar regularmente registrado no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (UNIPÊ, 2018).
Com um mercado de trabalho disputado, a maior parte das vagas da fisioterapia hoje se concentra em municípios do interior e em cidades menores, longe dos grandes centros, segundo afirmam especialistas da área entrevistados pelo G1 (COFFITO).
O crescimento no número de faculdades, dificultou o acesso aos empregos, dizem os profissionais da área. Os dados são do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. "Dos cursos da área de saúde, fisioterapia é um dos que formam mais gente. Isso pode ter saturado a área e deixou o mercado mais difícil", avalia o coordenador do curso da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Fábio Viadanna Serrão. "Mas para quem tem uma boa formação, há grandes chances de conseguir um emprego", acrescenta.
Dessa forma, é visível a necessidade de uma alta qualificação, como já foi mencionado, tanto para atuar em clínicas particulares, como no setor público, o qual também oferece concursos para fisioterapeutas.
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- Disputa com outras profissões
São intensas e frequentes as disputas entre profissões de áreas parecidas sobre o que cada qual pode fazer pela saúde dos pacientes. No caso da fisioterapia, seus maiores competidores de mercado são os professores de educação física, de artes marciais ou yoga, capoeira, pilates e dança em geral que sempre buscam decisões da justiça para que ela decida qual é o campo de atuação exclusivo de cada profissão.
A disputa de poder na área da saúde é comum e muito constante nos tribunais brasileiros, uma vez que, as antigas profissões não querem perder poder que já adquiriram, retroceder em fronteiras já conquistadas e abrir espaço para novas profissões. No entanto, acredita-se que o conhecimento hoje é multidisciplinar e, quanto mais permeabilidade houver, melhor para a sociedade. Dessa forma, é reconhecido que há uma dificuldade natural em delimitar o território das profissões, especialmente em casos em que o profissional tem um leque de conhecimento que lhe permite transitar por várias áreas.
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Referências Bibliográficas
1. COFFITO. Dados Estátisticos. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Disponível em: <https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=3657>. Acesso em: 02 out. 2018.
2. COFFITO. Notícias - Mercado de trabalho para fisioterapeutas é muito concorrido. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Disponível em: <https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=158>. Acesso em: 17 Nov. 2018.
3. Driusso, P et al. Distribuição de fisioterapeutas entre estabelecimentos públicos e privados nos diferentes níveis de complexidade de atenção à saúde. 2012. Disponíivel em: <https://www.scielo.br/pdf/rbfis/v16n5/pt_aop048_12_sci1313.pdf>. Acesso em: 17 Nov. 2018.
4. FENAFITO. Referência salarial 2017. Ago. 2018. Disponível em: <https://www.fenafito.com.br/2018/08/27/referencia-salarial-2017/>. Acesso em: 19 Nov. 2018.
5. MATSUMURA; CASTRO; KIETZER. Ensino em saúde na Amazônia. Panorama dos cursos de graduação em fisioterapia no Brasil. Abr. 2017.
6. SANAR. Quanto Ganha um Profissional de Fisioterapia?. 2017. Disponível em: <https://www.editorasanar.com.br/blog/quanto-ganha-um-profissional-de-fisioterapia>. Acesso em: 15 Nov. 2018.
7. UNIPÊ. Descubra como anda o mercado de trabalho para fisioterapia. Disponível em: <https://blog.unipe.br/graduacao/descubra-como-anda-o-mercado-de-trabalho-para-fisioterapia>. Acesso em: 16 Nov. 2018.






