Sistema de Educação Superior

No âmbito internacional, as primeiras escolas de fisioterapia surgiram no final do século XIX e início do século XX, a partir da Inglaterra (1985) e Alemanha (1902), posteriormente em outros países (BARROS, 2008). Já no Brasil, a fisioterapia surgiu a partir de 1929, sendo criado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo o primeiro curso técnico. Entretanto foi no Rio de Janeiro em 1956 que se deu a criação do primeiro curso em fisioterapia do país, mesmo sem a regulamentação da profissão que só ocorre em 1969. A motivação principal para a sua criação foi o grande número de portadores de sequelas da poliomielite e o aumento do número de acidentes trabalhistas (BISPO JÚNIOR, 2009). Com o decorrer do tempo, a conjuntura política e econômica do país foi se modificando, e com isso mudou-se também as necessidades de atenção em saúde. Tendo isso em vista, a graduação em fisioterapia se reestruturou na busca em atender a essas novas demandas populacionais.

Segundo o Ministério da Educação, o curso de graduação em Fisioterapia visa formar profissionais que possuam uma formação generalista, humanística, crítica e reflexiva, interagindo em todos os níveis de atenção em saúde. Esses profissionais devem estar aptos a desenvolver ações de "prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo" (BRASIL, 2002, p.1).

Ainda segundo o Ministério da Educação os conteúdos curriculares do curso de graduação em fisioterapia deve envolver:

  • Conhecimentos Biológicos: compreende o estudo acerca da constituição biológica do ser humano, aspectos anátomo-fisiológico, e dos processos fisiopatológicos dos órgãos e sistemas;
  • Conhecimentos Humanos e Sociais: Abarca o estudo do homem e de suas relações sociais, o processo saúde-doença nas suas múltiplas determinações, contemplando a integração dos aspectos psico-sociais, culturais, filosóficos, antropológicos e epidemiológicos norteados pelos princípios deontológicos. Além de contemplar conhecimentos relativos as políticas de saúde, educação, trabalho e administração;
  • Conhecimentos Biotecnológicos: proporcionam conhecimentos que favorecem o acompanhamento dos avanços biotecnológicos utilizados nas ações fisioterapêuticas com fundamentos de biofísica, informática aplicada à saúde, metodologia científica entre outros conhecimentos que permitam incorporar as inovações tecnológicas inerentes a pesquisa e a prática clínica fisioterapêutica;
  • Conhecimentos Fisioterapêuticos: Compreende a aquisição de amplos conhecimentos na área de formação específica da Fisioterapia: a fundamentação, a história, a ética e a deontologia, e os aspectos filosóficos e metodológicos da Fisioterapia e seus diferentes níveis de intervenção;
  • Conhecimentos da função e disfunção do movimento humano, através do estudo da cinesiologia, da cinesiopatologia e da cinesioterapia, inseridas numa abordagem sistêmica. Os conhecimentos dos recursos semiológicos, diagnósticos, preventivos e terapêuticos que instrumentalizam a ação fisioterapêutica nas diferentes áreas de atuação e nos diferentes níveis de atenção;
  • Conhecimentos aprofundados da Fisioterapia clínica nos diferentes órgãos e sistemas biológicos.

Um ponto importante que deve ser lembrado no que tange a graduação em fisioterapia são as atividades práticas do curso. É de suma importância para a formação do fisioterapeuta a participação nessas atividades práticas, que são desenvolvidas gradualmente desde o início do curso. Essas atividades compreendem a observação e a prática assistida (atividades clínico-terapêuticas), além do estágio supervisionado que deverá ter, no mínimo, 900 horas nas diferentes áreas e níveis de atuação.


 Para saber mais informações 


Relação do número de cursos, vagas, inscritos, ingressos, matriculados e concluintes públicos e privados  de cursos presenciais e a distância no ano de 2017


Confira sobre o número de cursos presenciais de graduação em fisioterapia nas universidades, centros universitários, faculdades, IF e CEFET públicos e privados no ano de 2017

Confira a comparação do número de vagas oferecidas, candidatos inscritos e ingressos nos cursos de graduação presenciais em relação ao curso de fisioterapia e os demais cursos no Brasil nas universidades, centros universitários, faculdades, IF e CEFET públicos e privados no ano de 2017

Confira sobre o número de matrículas em graduação presencial em fisioterapia nas universidades, centros universitários, faculdades, IF e CEFET públicos e privados no ano de 2017

Confira sobre o número de concluintes em graduação presencial em fisioterapia nas universidades, centros universitários, faculdades, IF e CEFET públicos e privados no ano de 2017

Confira sobre o número de cursos de graduação a distância em fisioterapia nas universidades, centros universitários, faculdades, IF e CEFET públicos e privados no ano de 2017


Distribuição das IES do curso de Fisioterapia no Brasil

Segundo um estudo levantado por Matsumura, Castro e Kietzer (2017) a maioria das Instituições de Educação Superior (IES) com cursos de Fisioterapia estão localizadas no Sudeste do país com 259 IES, logo em seguida vem região Nordeste, com 164, região Sul com 102, região Centro-Oeste com 63 e por fim a região Norte, com apenas 44 IES, como pode ser observado no mapa abaixo.


O perfil do aluno de Fisioterapia

Segundo o Relatório Síntese Área de Fisioterapia do ENADE (2004) os alunos da área de fisioterapia são, em sua maioria, do sexo feminino, cerca de 76,7%, enquanto que os alunos do sexo masculino corresponde a 23,3% aproximadamente. 

No que tange a idade dos alunos, a faixa etária da maioria dos ingressantes está entre 18 e 22 anos (70,3%), tendo uma média de idade de 22,1 anos . Já entre os concluintes,  77,5% encontram encontram-se na faixa etária entre 21 e 25 anos , com média de 24,4 anos.

No que se refere à etnia, a maioria dos alunos ingressantes e concluintes declararam-se brancos, como pode ser observado na tabela abaixo (tabela 16)

Já com relação à variável renda, o Relatório do ENADE (2004) aponta que ingressantes e concluintes (total de 48,8%) situa-se na faixa de renda entre 3 e 10 salários.  Sendo que nos ingressantes  o índice de alunos de faixa de renda mais baixa é levemente maior que entre os concluintes, assim como  os ingressantes nas faixas de renda mais elevadas é menor do que os concluintes, como pode ser observado na tabela abaixo.


Confira o Ranking dos melhores cursos de Fisioterapia do Brasil de 2018, segundo pesquisa da Folha de São Paulo


Referências Bibliográficas

1. BARROS, Fabio Batalha Monteiro de. Poliomielite, filantropia e fisioterapia: o nascimento da profissão de fisioterapeuta no Rio de Janeiro dos anos 1950. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, n. 3, p. 941-954, Junho. 2008. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232008000300016&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 16/11/2018

2. BISPO JUNIOR, José Patrício. Formação em fisioterapia no Brasil: reflexões sobre a expansão do ensino e os modelos de formação. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 16, n. 3, p. 655-668, Setembro. 2009. Disponível em <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702009000300005&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 16/11/2018

3. BRASIL. Ministério da Educação. Disponível em: <https://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES042002.pdf > Acesso em: 17/11/2018

4. MATSUMURA; CASTRO; KIETZER. Ensino em saúde na Amazônia. Panorama dos cursos de graduação em fisioterapia no Brasil. Abr. 2017.


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